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  • Julia Scheibel

Meditação da praia

Vamos juntas meditar?

Imagine que você está na praia.

Os pés descalços tocam a areia branca, fina.

Você olha para os seus pés, sente a areia fofa e afunda o seus pés, sente a areia entre os dedos.

Uma leve brisa existe e que não te incomoda. Ela bagunça os seus cabelos e levanta um pouco a areia. Você sente os grãos ásperos passando pelos seus pés. E o vento levando areia pelo o seu corpo.

E você caminha.

E vê de longe a água. E, ao caminhar de encontro ao mar, sente a areia mudando, úmida.

Os grãos da areia mais úmidos se tornam unidos. E te dá uma sensação de chão firme.

Uma firmeza inexistente. Apenas ofertada pela areia úmida.  E você pensa:- A água modifica o meu caminhar, a sensação da areia nos meus pés. E vamos indo mais perto do mar.

E quanto mais água, aqueles grãos unidos se amolecem e seus pés afundam novamente nessa areia, que não está apenas úmida, mas essa areia está toda molhada e encharcada.

E você mergulha na leveza da água. E vai mais fundo. E vai molhando todo o seu corpo.  E juntos: você, a imensidão de areia e  de água se fundem.

Você pensa: – Tem areia no chão, tem no meu corpo, por dentro da minha roupa, mas nem a sinto mais. A água preencheu com profundidade e leveza tudo. E a areia nada junto aqui misturada. Não a sinto e nem a vejo mais.

Agora imaginem que os grãos de areia são as questões práticas da sua vida: obrigações, ações, programações, rotinas, história e experiências vividas.

E a água é o sentido da vida. O sentido que você quiser dar, o sentido que te faz caminhar.

Quanto mais você está preenchida de sentido na sua vida, menos sente a aridez dos grãos.

Bom dia!

#ensinamentos #meditação #praia

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