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  • Julia Scheibel

Janeiro Branco e a Arte

É interessante o quanto a sociedade formula campanhas, mas estaciona no viver. A gente tem outubro rosa, novembro azul, dezembro amarelo, janeiro branco. Mas a sociedade não valoriza as cores, o criar, o pintar, o exprimir. Arte. Arte por toda a parte.

Porque um viver que enobrece a alma se faz de composições. Com posições. E não é vinculado ao dinheiro, Deus do mundo 3D.

Eis que a oportunidade de pensar em janeiro branco, em saúde mental, me veio à lembrança a rotina das internações, do hospital Dia, das indicações de psicólogos e/ou psiquiatras.

O que ofertam para além de remédios? Conversas, rodas, pinturas, música, arte-terapia. A arte cura a alma do mental doente.

Expressa, acalma o pensar, leva e eleva a mente humana ao fazer, sem foco em ganhar. Podemos pensar no indivíduo e na sociedade, nesse balanço uno e a comunidade.  O um no todo.

Eis que, a sociedade não valoriza a arte. E a arte é parte integrante da cura, da saúde mental.

De qualquer doença…

No mês branco, na dor do outubro rosa ou no sofrer do novembro azul. 

Qual arte? A arte artista, a arte arteira. A que respira, a que entrega, que alivia, que faz sentir. 

Em palavras, poemas, escrita, no corpo, no dançar, nos temperos destemperados do viver em sociedade. A arte pulsante de quem faz. Ou quem se inebria dela (ouvintes, espectadores, observadores). 

Sejamos menos hipócritas.

Deixemos de pintar os meses e entendamos: a arte não é valorizada na sociedade. 

Não só os indivíduos que estão ausentes, in-di-vi-DUAL-Mente. 

A sociedade, também, não está doente? 

A campanha é colorida, mas o cenário é bem cinzento. 

#arteterapia #janeirobranco

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