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  • Julia Scheibel

Cadeira de palha

A oportunidade que me é dada pela experiência (pessoal) de viver é tão única e sublime que palavras, algumas, talvez nem uma ou duas, podem enredar o meu viver!

Por vezes, o apego me pega e penso:

– Tenho, eu, algum direito de algo, ter?

E uma voz interna me diz:

– Pra quê?

E aí, deixando a voz de lado, eu mesma começo a pensar:

– O que o estático do TER me fortalecerá?

E  o bate-papo interno, segue.

Eu, novamente me pego a pensar:  

– Não será isso que tenho (um desejo) inerte (aí já se paralisa) de ME apossar?

Lá vem meu parceiro amigo, do meu interior, questionar:

–  Apossar-se de quê? De quem? De SI mesmo? E TU lá é algo a se TER?

E eu lembro… Quão orgânica sou… Um ser humano a viver. Tenho tantos pensamentos que por ora, às vezes, no prazer, os deixo de ter!

Ah… Que deleite não pensar.

E não os tendo, não os possuo. E se não os possuo, não me prendo, não me aprisiono.

E como não me aprisiono (nem dos meus próprios pensamentos) como pode, EU MESMA, querer ter algo, se sou apenas um momento?

Um corpo que vive, se esmorece, principia e finaliza em si mesmo. Em pleno estar! E ser…

E sabe se lá o que mais “havera” de viver.

E me sinto latente, quando lembro dos idosos nas cidades pequenas, sentados em cadeiras de palha.

A cadeira se molda ao nosso modo de sentar. Todo dia, no mesmo modus, a observar.

Posso eu, querer ser aquela cadeira?

Não. Prrefiro ser o SER a estar.

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©2019 por Júlia Scheibel. Orgulhosamente criado com Wix.com

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