Qualidade de vida e status nem sempre andam juntos



Tem uma frase do livro “A riqueza de uma vida simples”, do economista Gustavo Cerbasi, que fica pulsando na cabeça: a sua vida cresce ou só os seus boletos? Em quase 200 páginas, o autor deixa claro que cuidar da saúde financeira modifica a nossa relação com o mundo. Ele nos faz refletir sobre o que realmente importa. Mas, como cada um é único, com seus anseios, expectativas, necessidades e frustrações, o texto não é uma receita de bolo, mas um convite ao autoconhecimento.


O resumo desse livro está no episódio do podcast Dualidade, no ar desde 22 de maio de 2020. Em meio a quarentena provocada pelo coronavírus, voltamos a nos perceber em um mundo VUCA, acrônimo que descreve quatro características importantes no cenário atual: volátil, incerto, complexo e ambíguo. O conceito, criado em 1990 pelo exército americano, voltou à cena nesse momento em que ninguém tem garantias sobre sua renda, seja informal, celetista, servidor público ou empresário.


A saúde financeira passou a ser um desafio ainda maior. Por isso, é preciso se conhecer, ter organização prática e planejar um futuro. Mas é bem compreensível que uma atitude financeira mais saudável encontre tanta resistência.


Tornar-se simples é bastante complexo e qualidade de vida é diferente de status quo.


O status quo te leva a ser quem você não é. Te exige uma posição e a ambição por sempre mais, desde um salário maior, uma casa maior, um carro do ano, uma família de propaganda de margarina. Nesse caso, a consequência são muitos boletos e altos impostos.


A qualidade de vida é muito mais. Envolve uma boa saúde, relações saudáveis, inteligência emocional e escolhas no modo de viver hoje, pensando também no amanhã. 


De que vale viver para trabalhar e perder a saúde?


Ainda que o estilo de vida não seja viver no campo, como Gustavo Cerbasi e sua família escolheram, é preciso viver de acordo com o que seus recursos financeiros permitem, com direito a poupança no fim do mês. Eu ganho pouco e não consigo economizar? Acredito, por menos que se ganhe, é possível guardar. E a poupança existe para permitir investimentos no que realmente importa: esportes, entretenimentos, viagens.


Toda escolha deve ser feita, de maneira consciente, para saber o que te importa, o que você gosta e como quer viver hoje e nos próximos anos. 


A dica pode parecer simples. Mas ela se transforma em caótica se você não souber o que realmente importa. Importar, da origem da palavra, em latim – formada por IN (para dentro) e PORTUS (passagem/porta) - aquilo que vai para dentro, que é inserido – que realmente importa para dentro de você, do seu coração.


Reduzir gastos e confortos, em prol de um futuro promissor, com investimentos e empreendimentos, ou mesmo conquistar uma aposentadoria tranquila podem ser lutas difíceis para o nosso cérebro.


Nossa mente prefere dívidas e uma vida prazerosa ao invés de estabilidade financeira com redução de conforto.


Tal qual o experimento psicológico feito com crianças que, ao segurarem a vontade de comer um marshmallow por alguns minutos, ganharam dois doces, a vida nos impõe conhecer o que queremos, trabalhar duro no plantio para colher e, inclusive, semear frutos que não surgem de um dia para o outro.


É preciso começar a guardar, gastar menos do que se ganha, investir em qualidade de vida e conhecer o que te dá prazer. Você descobrirá que o seu prazer pode ser mais simples do que a sociedade nos faz crer ou as necessidades que a publicidade cria todos os dias.


Atitudes que, ao seguir por um tempo, se tornam parte da nossa relação com o mundo: responsabilidade social, minimalismo, autoconhecimento, saúde financeira, qualidade de vida.


Já basta de tsunami natural. De pandemia e de surpresas que a economia nos traz.


Ao perceber-se como parte integrante de uma jornada de vida, cada atitude que se toma para um avanço pessoal, consciente, adulto, uma relação madura consigo mesmo e com o meio, traz paz e prazeres pelo poder de escolha.


É por meio da liberdade de escolhas, que ganhamos ao deixarmos de sermos vítimas dos sustos da vida, que oferecemos ao mundo e as pessoas ao nosso redor relações saudáveis, momentos de tranquilidade.  Responsabilidade sob nossa própria história.


Só há uma certeza na vida, todos vamos morrer... Enquanto isso não acontecer, vale muito a pena viver a vida com qualidade.


Que sejamos capazes de controlar aquilo que está nas nossas mãos: as nossas escolhas. E vamos nos adaptar nesse mundo complexo, volátil, incerto e ambíguo ao reconhecermos as verdadeiras riquezas de uma vida simples.


Em tempo: o Dualidade é um podcast para o desenvolvimento pessoal. A seleção de livros é feita pelo conteúdo de forma totalmente espontânea. Esse não é um espaço pago.


Ouça o episódio "A Riqueza de uma Vida Simples" aqui


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