Seligman e a fórmula da felicidade


Para Martin Seligman, o pai da psicologia positiva, felicidade é o mesmo que bem-estar e ela tem, sim, uma fórmula.


Para chegar à felicidade, a fórmula envolve a soma de três dimensões: limitações, circunstâncias e atividades/valores. Limitações, em uma proporção de 50%, refere-se à genética, impossível de mudar, inerente a nós.


Circunstâncias, em 10% de proporção, refere-se ao ambiente, aquilo que nos rodeia. Atividades/valores, em 40%, é tudo aquilo que você pode fazer para aumentar a felicidade no dia-a-dia tal como ler um livro, tomar um banho quente ou andar de bicicleta.


Felicidade pode ser vivida e ensinada. E esse é um dos objetivos da psicologia positiva.


O livro Felicidade Autêntica


O livro Felicidade Autêntica, de Martin Seligman, possui testes para aplicarmos e conhecermos nosso nível de stress, bem-estar, conhecer nossa personalidade, forças e fraquezas dentre 24 forças de caráter descritas.


O autor sugere que busquemos as realizações pessoais com o bom uso e a valorização dessas forças. Apresenta exemplos aplicáveis, tanto no campo profissional, dos relacionamentos quanto na criação dos filhos.


Além de nos conhecermos, é preciso ter pensamentos positivos e boas lembranças da nossa história para seguirmos a vida sem nos paralisarmos em traumas e tristezas vividas.


Seligman apresenta exercícios para lidarmos com as lembranças da vida e gerarmos emoções positivas, tanto no passado quanto no presente, aumentando, assim, nossas expectativas frente ao futuro.


Os momentos difíceis da vida podem ser vividos com menos intensidade e em menor prazo, ou seja, não ruminarmos dores ou estendermos lutos e sofrimentos.


É libertador sabermos que essas ocorrências do passado não modificam o estado emocional do presente. Se retirarmos um pensamento negativo, que nos paralisa, e ampliarmos a compreensão do cenário real e dos fatos, reduzimos as nossas crenças limitantes e saímos do looping do sofrimento e da vitimização.


Exercícios para o perdão, contentamento e gratidão contribuem, também, para ressignificar um passado que nos machuca e seguir a nossa jornada da vida.


Os três conceitos de vida


Há o conceito de vida boa, vida agradável e vida significativa.


Vida boa: quando vivenciamos os pensamentos e sentimentos positivos utilizando nossas forças e virtudes para a realização.


Vida agradável: quando vivenciamos sentimentos positivos amplificados pelas emoções positivas e prazerosas.


Vida significativa: quando utilizamos as nossas forças e virtudes em prol do outro, de um propósito maior que nós mesmos.


“Chega-se à vida boa por um caminho surpreendentemente simples. Para uma vida agradável, basta beber Champanhe e dirigir um Porsche. Para a vida boa, porém, é preciso usar diariamente as suas forças pessoais, produzindo assim felicidade autêntica e gratificação abundante. ” Seligman, em Felicidade Autêntica.


Felicidade no presente


Seilgman demonstra dois caminhos que desenvolvem a felicidade no presente: um pelos prazeres, efêmeros e envolvidos pelos sentidos, como: tocar, cheirar, ver e ouvir; outro, pela gratificação, que surge do uso das nossas forças e virtudes em uma completa concentração no fazer.


A gratificação não é envolvida à emoção positiva no momento de sua realização. A percepção, no momento de produção, é de concentração, um flow que nos mantém absorto. Tal qual um cientista, designer, ilustradores ou pesquisadores que, ao fazerem o seu trabalho, perdem horas sem perceber o tempo passar.


E quanto mais nos envolvermos nas ações feitas pela gratificação, mais nossa vida recebe valores, sentimento de pertencimento e uma sensação de realização pessoal na jornada da vida.


A gratificação é o uso das suas forças. Pode não ser tão bom estudar, pesquisar, aperfeiçoar-se. Mas, a motivação envolvida, esse flow quase absorto de concentração, te eleva ao nível de uma felicidade autêntica.


Ao pensar nesse flow, eu volto ao tempo de criança que, enquanto brinca, o tempo passa e não percebe as horas, o dia virar noite. É uma anestesia do tempo, um prazer de viver plenamente o presente, sem cair no piloto automático.


A gratificação te engrandece com aprendizados e feitos, diferente dos prazeres que não acrescentam aprendizados.


E Seligman também não nega o prazer. Apenas, que ele seja vivido com espaçamentos para trazer um certo ineditismo.


Afinal, tomar um sorvete depois de muito tempo traz sabores, memórias e sensações mais aguçadas do que tomar sorvetes todos os dias.


Psicologia positiva: a ciência da felicidade


A ciência da felicidade, uma psicologia focada na redução do estresse, depressão e ansiedade, contribui para ambiente sociais mais saudáveis, auxilia as pessoas, os relacionamentos e aumenta o nível de satisfação pessoal na vida.


Pelo domínio dos sentimentos e pensamentos, a psicologia positiva oferece, também, de volta ao ser humano, a responsabilidade perante o seu próprio bem-estar, contribuindo no seu agir.


Ao governar os pensamentos, sentimentos, emoções e, posteriormente, seguir com ações que nos elevam, seja em uma vida boa (engajada nas suas realizações), seja em uma vida prazerosa (dos sentidos e dos prazeres) ou em uma vida mais significativa (levando os seus valores e ações em prol do outro) vamos viver a vida com felicidade autêntica.


Para ouvir o episódio "Felicidade Autêntica" clique aqui

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